Celebrando a amizade e o dom que Deus nos deu!

Bem Vindo

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Cadê minha identidade?

O Brasil enfrenta uma crise de identidade.
Antes eu achava que só o sul-matogrossense sofria com a falta de uma identidade cultural. Parecia-me que apenas na região centro-oeste se ensinava geografia nacional.
Por qualquer canto do país que eu ia, ou de qualquer parte, fora centro-oeste, que se ouvia ou se falava em Mato Grosso do Sul, as pessoas sempre perguntavam de Cuiabá.
Era um parto ter de explicar que eu não era de Mato Grosso, mas sim de MS, e que Cuiabá era capital do MT, e Campo Grande a capital do MS. Existiam os mais abobalhados que insistiam e duvidavam e ousavam na ignorância: “mas, qual a diferença?” ora, a diferença é simples: um é um, e o outro é outro.
Como feijão e arroz. Como São Paulo e Minas Gerais. Como a Carolina do Sul e Carolina do Norte. Como a Paula e a Tais em Paraíso Tropical. Como as torres gêmeas. Como meu pé esquerdo e meu pé direito. Como um pênis e uma vagina. Enfim: um é um, e outro é outro.
Com o tempo comecei a descobrir que o nordestino também não tinha muita identidade. Amava sua terra, assim como eu amo a minha, mas era sempre tratado como nordestino. Um pernanbucano é nordestino, igual a um alagoano, um baiano, ou sergipano, e até mesmo igual a um cearense. Por mais que um baiano fale mais lento e arrastado que um cearense de fala ligeira e na pontinha da linguá, no final eles serão vistos como nordestinos.
Existem muitos sem identidade. Os descedentes de escravos do Congo que chegaram na costa pernambucana são diferentes dos descendentes de moçambicanos que desembarcaram na Bahia, porém, na verdade são apenas afro-descendentes.
Existem os árabes. Que geralmente são todos turcos ou árabes. O libanês é conhecido como turco. O iraniano é turco. O sírio é turco, e até o turco é turco.
O coreano, do norte e do sul, o chinês, o japonês, o malaio e até alguns indonésios são todos: japinhas ou japongas. Vieram todos da terra do Jaspion e do Jiraya.
Eu sou um caso extremo. Sou filho de negro, de pele branca, traços indígenas, e cabelo de oriental.
Todavia, além dessa falta de identidade. Existe outra, tão cômica e cruel.
E antes dela, vale esse "( )" :
(Não é que eu esteja me tornando perito em falar mal dos brasileiros ( http://crentepensando.blogspot.com/2009/08/deixe-o-pobre-idiota-doar.html ), mas eles são minha realidade nua e crua, cotidiana e eterna).
Outra falta de identidade que identifiquei é a falta de ídolos dignos de serem respeitados, amados, imitados, venerados como gênios, com talentos incomparáveis. Gente como Senna, Ronaldo, Pelé, e até o pobre Lula.
Na música, o MC fulaninho e o zé alguem & e seu irmão, estouram nas paradas. Não vendem muitos discos por causa da pirataria, mas a fama lhes garante bons trocados.
No futebol a gente tem de se contentar com o Washington, e com a convocação do Afonso Alves. A grande contratação do meu time é o Washington, que dos 10 primeiros gols com a camisa tricolor , 06 tinham sido feitos pelo adversário e creditados a ele.
O grande nome do esporte, fora o fenômeno que merece atenção pelo talento e técnicas geniais, foi o Felipe Massa. O país todo sofreu e torceu pela recuperação de um atleta completamente inexpressivo e sem carisma como o Massa. Depois do Senna, a gente torce para que o rubinho pare logo, para que o Galvão narre menos, para que o Massa ao menos seja homem para brigar com um europeu, e para que o arrogante piquetzinho corra na Indi (já que quase ninguém assiste mesmo).
Na verdade foi a quase tragédia com o Massa que me despertou a vontade de escrever isso aqui. É claro que torci para que ele se recuperasse, da mesma forma como torci para que o kubica sobrevivesse quando vi seu carro voar nas pistas do Canadá.
Não que ele fosse um ídolo, mas era um brasileiro, um ser humano em momento de dificuldade. Merecia minhas orações. Falta alguma coisa nele que o Senna tinha de sobra.
Falta alguma coisa no Washington, no Obina, no Souza, no Pereira, que sobra no Ronaldo, e que abundava no Romário.
Eu estou tão sem identidade que comemorei um gol do Borges, gritando: “Golaço, golaço...o cara é craque”
Mnha vida tem tão poucos ídolos de verdade que estou empolgado com os 14 pontos de vantagem do Button sobre o rubinho. Já até o vejo como um injustiçado.
Eu estou tão caseiro e noveleiro que torci “pro fí do demo” ficar com a “santinha”.
Tem gente em situação mais triste que a minha. Tem um vereador (suplente) na minha cidade que destacou a atuação da “SEGUNDA COLOCADA” do BBB9, pela visibilidade que ela deu ao MS. Esse é o verdadeiro celebrar do "quase deu". Como os pais do Gaylor Fucker (entrando numa fria), com seu altar da mediocridade.
Na verdade a gente vive essa falta medíocre de identidade. Por isso o Diego Alemão era um baloarte moderno da TFM. Por isso o Keirrison foi vendido com status de craque. Por isso o MC créu estourou com sua “poesia”. O Massa é nossa grande esperança de título. Por isso o quarteto do revezamento 4x100 só chegou na final do mundial por causa da eliminação dos E.U.A. Por isso na religião tupiniquim quem aparece não é mais um Arns, um pio Caio, mas sim o Macedo, o D. José Sobrinho, de Olinda (que revogou decisões que ele achou liberal do santo D. Helder Camara).
Um amigo, aqui do tripé, até se emocionou com a vitória do Brasil naquela "divisão de acesso" da copa davis. Só falta agora chorar e beber pela vitória no Miss mundo.
É triste. Eu sei.
Fazer o que?
O jeito é torcer para surgir um novo Ronaldo. Até lá eu vou idolatrando o Rogério Ceni.
O jeito é esperar pela genialidade de um Renato Russo, ou Raul. Até lá eu vou cantando “O Rappa” ou “Deus e eu no sertão...”
o jeito é esperar por um novo Senna. Até lá, vou torcendo pro simpático Button perder pro azarado rubinho.
O jeito é torcer pro Dado. Até lá, eu vou pensando em fazer minha inscrição no BBB10.
O jeito é ouvir Diogo e cantar velhos pagodinhos, até que surjam novos mestres do pagodinho da minha adolenscência.
O jeito é torcer para que algum político tire o italiano de lá, e pense em mudar o nome do meu Estado natal. Por esses dias, de tão cansado da ignorância do brasileiro, eu respondi que Cuiabá estava bem...e deve estar né? Ganhou a copa da gente...lá estava quente, bem quente.
Acho que da próxima vez vou responder que lá, em Cuiabá, no mato grosso do NORTE, também se ensina geografia, e que no Brasil do RESTO ainda se vê a Xuxa e a Ximenes.

Escrevendo de Brasília, de onde ninguém nasceu, e com o coração no MS, de onde ninguém ouviu falar, Ludyney "Pantaneiro" Moura. :-)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Marley e Eu / Lara e nós

Não apenas pela Jenifer Aniston ou pelo Marley mesmo, o filme é fera por te faz parar para pensar. Quantas pessoas te mostram que realmente se importam com você?

Hoje eu tenho a Lara, e toda vez que chego em casa ela demonstra um carinho monstruoso. Ainda hoje mesmo sai de casa na hora do almoço e só voltei às 20hs, e quando o portão se abriu eu a vi toda assanhada, feliz porque eu havia voltado pra casa. Nem sempre ela fica doida quando me vê, mas hoje foi diferente. Girei a chave na porta e foi a força do pulo dela que a abriu. Foram as marcas das patas dela que sujaram minha camisa. Antes que qualquer um que estivesse em casa pudesse dizer: “OI”, a Lara me recebeu com um carinho e uma felicidade constrangedoras.

Eu sempre assistia aos filmes, ouvia de alguns amigos como é bom ter um cachorro fiel, que parece sentir o que você esta passando, se antecipa ao nosso pensamento. Quando eu era mais novo nós tínhamos o Garrincha, como a gente gostava dele. Mas ele tinha alma de gato, ele nem parecia cachorro, agia mais como um felino. Não latia para a visita, apenas a cheirava, e depois olhava-a de cima a baixo com um ar de superioridade que nunca mais vi noutro cachorro. Os carinhos nele eram apenas nas horas de bom humor. Banhos apenas quando ele deixava. Comida só na hora que ele bem entendesse.

Quando ele ficou doente, íamos toda tarde visitá-lo. Os seis anos em que morou com a gente serviram para que criássemos um amor muito forte pelo Garrincha. Já no final da internação, a doença o deixou num estado que ele sequer nos reconheceu. Sua morte levou um tempo para ser esquecida,e quem mais sofreu foi seu substituto, o Scoby. Era um bom cachorro, mas viveu às sombras do Garrincha. Nunca conseguiu a mesma devoção do amigo.

Depois do Scoby veio o Máximus, um pit-bull muito loko que depois de comer parte da bíblia da minha mãe teve de procurar outra casa. Depois veio o Zeus, um lindo fila brasileiro, que ficou pouco tempo, e morreu dentro do meu carro. Ficou internado por dias. Já cansado do insucesso dos médicos eu fui buscá-lo para tentar cuidar dele no carinho aqui de casa. Quando me viu no hospital ele vibrou, juntou suas últimas forças para parecer estar bem e sair logo dali. A médica ficou surpresa: “nossa, como ele se recuperou!”, mas no caminho para casa ele encontrou o caminho para o céu dos cachorros bondosos.

Depois dele ficamos um tempo nos recuperando dos traumas de ter um cachorro. Tempos depois a Danna chegou em casa com ares de salvadora. Veio como uma refugiada procurando abrigo, mas seu jeito extremamente elétrico e inquieto a fizeram experimentar apenas uma curta temporada em casa. Nos a doamos para uns amigos. É bom saber que ela fez bem a uma criança.

Enfim veio a Lara. Quando ela chegou eu estava viajando. A primeira coisa que perguntei foi por ela quando soltei as malas na sala. Ela estava muito tímida no quintal. Mal olhou para mim de tanta vergonha. Esse era o primeiro dia. Não me lembro como foram os outros. Só sei que hoje ela é o 4º elemento aqui de casa.

Talvez nunca outro cachorro, nem o Garrincha com seu ar de superioridade canina (ele era tão esnobe e arrogante que num reino dos cachorros ele seria um milionário excêntrico, nunca um político, já que não fazia questão de agradar nem nós que o alimentávamos), foi capaz de trazer tanta harmonia quanto a Lara.

É, às vezes uma simples história de um cachorro faz-nos pensar profundamente na vida.

Até aqui eu sigo feliz com a Lara. Na medida que ela nos ama, a gente se dedica mais ainda em prol do seu bem estar.

L.M, Doulos!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Crise Emocional

Como sair de uma crise emocional

As vezes aprendo mais por meio da observação, que por meios científicos...

Os seres humanos mais equilibrados que já conheci, por um motivo, ou por outro, de amor a problemas financeiros já passaram por crises que quase beiraram ao desequilíbrio, analisando essas pessoas, além de uma auto investigação ao longo dos meus 26 anos, sistematizei uma forma básica para passar por alguns momentos de dor de forma um pouco mais saudável. Tendo compartilhado esta minha opinião com vários amigos e amigas, resolvi registrar e divulgar neste blogue os pilares que sustentam esta dica.

Por vezes me sinto meio preguiçoso, logo para me manter ético e conseguir transpor situações que demandam maior preocupação, estabeleço regrinhas simples e tento cumpri-las, e foi o que aconteceu com as dicas que passo a descrever agora.

Acredito que para enfrentar fatos chocantes ao nosso emocional temos que percorrer três passos: sinceridade consigo; sinceridade com os outros; equilíbrio espiritual.

Parece simples, mas não é. Assumir para si mesmo que não está bem, enfrentar de frente limitações, fazer ouvidos moucos ao seu ego, ao seu orgulho, adentrar as profundezas da sua garagem interior, aquela, empoeirada e mofada, desorganizada e suja onde estão guardados os seus segredos, pensamentos ruins, infernos, tudo aquilo que você não gostaria de contar para ninguém, realmente não é um exercício fácil, mas quando se enfrenta crises, é necessário admitir a verdade: 'não estou bem', este é o primeiro passo. Ufa!

Racionalmente então, olhando no espelho, você está consciente, sou um ser humano normal, tenho limitações e assim provo minha humanidade, por isso passo por problemas como todos. O diferente é que assumi isso. O segundo passo é, efetivamente pedir ajuda, sinceridade para com os outros, amigos, família, aqueles que você tem certeza que te amam, aqueles que estarão do seu lado, te cercando de amor e carinho. Certamente, na companhia dessas pessoas, tudo ficará mais fácil.

O terceiro e último passo (lembrando que depois deste o próximo é a total superação da crise emocional), é o equilíbrio espiritual, por muitas vezes baseamos nossa auto estima no equilíbrio financeiro, profissional, mas às vezes a conjuntura política faz com que passemos por dificuldades, mesmo assim continuamos equilibrados emocionalmente e psicologicamente, mas pode acontecer algo que abale esta estrutura. Quando tudo isso acontece, temos a impressão de que não há mais em que se apoiar, aí está o engano, seja por qual forma você organiza a sua fé, por meio de religiões ou não, todos temos um lado místico, o equilíbrio espiritual, que nos mantém leves.

Para manter tal equilíbrio é fundamental um contato com a nossa divindade sobrenatural, para a maioria dos possíveis leitores deste texto seria um diálogo com Deus, uma intensa e continua, durante todo o dia, conversa com Deus, buscando dentro de si um encontro com a espiritualidade e com a leveza da existência.

Acredito firmemente que com essas singelas dicas posso colaborar com alguém em estado de dor, a passar por alguma dificuldade de maneira mais segura e bem apoiada, até a próxima.

Pael

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Homenagem a um quase desconhecido

Mesmo com traços delicados e olhos claros, ainda não era bonito, seu olhar, os dentes para frente e a atrofia em um de seus braços e em uma de suas pernas, que já denunciavam alguma deficiência motora. Lembro que quando éramos crianças, ou pré-adolescentes, algo me foi explicado neste sentido, acho que era paralisia cerebral, não que isso o atrapalhasse, não mesmo...

Ele jogava bola conosco, não me lembro do seu nome, era ligeiro. Para driblar as limitações tocava a bola de maneira rápida e certeira, seus colegas o tratavam, e ainda o fazem, com muito carinho, nada em excesso, não é caridade, é uma normal simpatia e carisma.

Depois de algum tempo resolvi, racionalmente, ficar mais recluso, sempre preocupado com meu futuro, voltei-me para dentro de mim,  para os estudos e não tenho do que reclamar, mas perdi contato... Voltando a história do rapaz, não é que me surpreendo com a presença dele na mesma universidade que eu, ele cursava direito, e eu jornalismo. Esta nova etapa na vida dele, me fazia pensar na minha, será que eu cursaria uma faculdade com tais limitações?

Sou reclamão, mal humorado, mas aprendo muito com a observação, aprendo mais assim que em toda a minha vida acadêmica, parece que a graduação e o  mestrado me serviram para dar nome as coisas e sensações que já me foram ensinadas... No final do meu curso, andando pela rua de minha vila, o vi novamente, passou ligeiro dirigindo um uno vinho, ou seja, agora, de alguma forma, ele dirigia, ia para a Universidade de carro, na mesma velocidade que passava pelas ruas e esquinas, ultrapassava as dificuldades sem as enxergar. 

Bom, chegamos ao fim deste texto, mas não ao último capitulo desta história de sucesso. Há um mês  o vi acompanhado de uma jovem entrando na academia onde freqüento, simpático, mancava levemente, imperceptíveis  dificuldades não o impediam de realizar os exercícios, terminado, sorriu aos amigos, fechou a cara aos desconhecidos, se despediu da recepcionista e foi embora... você ia comentar de algum problema seu? Qual era mesmo? Esqueceu? Tudo bem, hoje eu também esqueci de alguns...

Pael

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Caos na segurança pública de Mato Grosso do Sul, o Estado do Pantanal

Qual governador faria propaganda de compra de viaturas e falaria que está priorizando a segurança pública da população em época de operação tartaruga dos policiais e assalto a casa do prefeito da Capital? Você acredita que isso é pouco provável? Isso acontece em Mato Grosso do Sul.

O prefeito de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Nelson Trad Filho teve sua casa invadida, sofreu violência e teve objetos roubados. A intenção de escrever um texto sobre a segurança pública do Estado surgiu na semana passada, pois a filha de uma amiga de minha família desapareceu durante alguns dias, mobilizamos pessoas e veículos de comunicação, só não conseguimos mobilizar a polícia, pois o argumenta era que “apenas começariam a investigar na segunda-feira” depois do acontecido, a menina sumiu na quinta-feira, fomos à polícia no sábado, relatamos os detalhes e os investigadores afirmaram que as providencias seriam tomadas no próximo dia útil.

A intenção era com este texto fazer um convite aos bandidos, cometam crimes no final de semana, pois a polícia apenas vai começar a investigar na segunda, porém, não posso ser irresponsável com os meliantes, pois os crimes podem ser evitados, daí não confiro êxito em suas ações, ainda mais com as freqüentes propagandas publicitárias em televisão de nosso governador afirmando que “segurança para o próximo é prioridade”, além de exibir os investimentos em veículos...

Logo, para me confortar no intento de convidar os bandidos para um arrastão, a casa do prefeito da Capital é assaltado, o mesmo é agredido e jóias são levadas, ou seja, nem na residência da principal autoridade do executivo municipal existe segurança. Mas ainda não me sentia absolutamente tranqüilo para agendar as operações da bandidagem, pois confio em grande parte dos valorosos homens e mulheres, trabalhadores com a função de nos emprestar atenção no que tange a segurança.

Quando fico sabendo que, por dificuldade de diálogo com o Governador, a polícia de Mato Grosso do Sul está em operação tartaruga, ou seja, está trabalhando de forma morosa, portanto, agora sim, ninguém me segura para convocar uma onda de insegurança no Estado para os finais de semana, sem distinção de raça, credo e principalmente posição social, pois os criminosos apenas terão que se preocupar com algum tipo de ação policial, lá por segunda-feira, com a operação tartaruga, acredito que até terça estará tudo tranquilo.

Pael


 

Começando, uma nuance de educação...

Para começar a postar eu pensei em escrever sobre algo marcante, ou então algo polêmico, mas acho melhor escrever sobre uma situação corriqueira que me intrigou hoje. Escrever sobre algo normal e começar a postar como se já fizesse isso neste espaço há muito tempo, pois foi desta forma que nossa amizade começou.

Parecia que nós três nos conhecíamos há muitos anos. Não foi um momento marcante. Começou simples, aparentemente normal, sem um grande cisma originador de continentes. Foi apenas como um raiar do sol. Tão normal e comum que a gente nem se dá conta da dádiva que é mais um dia em nossa vida.

Como um dia que nasceu sem que percebêssemos, assim foi o inicio da “confraria do tripé”.

E o assunto que trato é no mínimo intrigante. Vamos a ele.

Toda vez que ando no centro da cidade (estou em Campo Grande-MS/Brasil), tenho vivo na memória uma cena aterrorizante: um homem, cego, sendo atropelado por um motorista descuidado, que o arremessou a metros e o jogou inconscientes e sangrando no chão. Aquilo foi chocante e triste.

Hoje novamente isso quase aconteceu.

Mas antes, quero contar que ontem assistindo a uma reportagem na TV descobri que no Principado de Mônaco, não existem semáforos para pedestres, pois eles sempre têm preferência no trânsito. A simples menção de atravessar a rua é suficiente para o motorista brecar seu veículo e dar passagem. Um exemplar gesto de gentileza e educação.

Há alguns meses estive em Brasília-DF/Brasil com o Pael, e lá é parecido com Mônaco. Os pedestres precisam apenas gesticular com uma das mãos (assim como fazemos sinal para o ônibus parar no ponto) para que o motorista pare. Isso onde não existe sinal de trânsito. Um belo começo de educação. Não é em qualquer lugar, mas já existe em muitos lugares da cidade, e também em outras cidades (vi isso em Florianópolis também).

Mas, e Campo Grande, ah Campo Grande. Além de termos um dos piores asfaltos do país, em nada nosso motorista é educado, gentil, cortez ou prudente.

Hoje eu estava parado com meu carro num semáforo na mesma rua onde vi o homem cego ser atropelado, apenas alguns quarteirões abaixo deste acontecido, quando um sujeito começar a atravessar a via no exato momento em que o sinal ficava verde para os carros. Foi buzina pra todo lado, motoqueiro desviando dele, carro parando em cima, motorista xingando e o cidadão alheio a tudo isso terminou tranquilamente seu curto, porém perigoso, trajeto.

É fato que somos um Estado (Mato Grosso do Sul) agropecuário, mas isso não limita nossa possibilidade de educação. Ainda hoje vi dois acidentes de carro no centro da cidade. E quase sempre eles são evitáveis, frutos de falhas humanas (displicência, imperícia ou imprudência). Confesso que já fui um campo-grandense típico no trânsito. Corria, furava sinal, jogava papel pela janela, fechava motoqueiros e não me desculpava, a preferência sempre era minha, depois do pedestre.

Todavia, um pouco de conselhos e aprendizado me deixaram um cidadão um tanto quanto mais educado.

A começar no trânsito, todos podíamos ser um pouco mais educados. Afinal de contas: educação nunca fez mal a ninguém!

Doulos, L.M

A Verdade sobre os Impostos e sobre Você

Por um Estado cada vez maior

             Antes de qualquer coisa quero advertir o leitor sobre as espectativas  do já iniciado texto: não pense que encontrará aqui alguma formula matemática de saber o quanto você paga de imposto ao comprar seu carro novo, o seu cigarro, a sua cerveja, ou até mesmo o que já fica retido na fonte, pelo contrário, este texto é um manifesto em favor dos 36% do Produto Interno Bruto (soma de todas as riquezas produzidas no país) que é pago ao governo por meio dessas modalidades de cobranças. 

            De tempos em tempos as federações das industrias, empresários e ricos brasileiros utilizam os meios de comunicação para convencer as camadas mais populares da população a se posicionarem contrárias ao pagamento de impostos, e pior, por vezes conseguem, já presenciei pessoas sem nenhuma movimentação bancária fazerem discursos inflamados contra a saudosa CPMF, Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, ou seja, cidadãos que apenas iriam se beneficiar com os R$ 400 bilhões a serviço de investimentos em saúde pública, além de fornecer um poderoso instrumento para investigações de sonegações fiscais.

             Grande parte dos tributos brasileiros são retidos na fonte, logo os contribuintes nem sentem este pagamento, e este valor vai para  investimentos públicos, escolas, hospitais, delegacias. O interessante é que quem a prega a diminuição de cobranças governamentais é justamente quem não precisa de escolas, hospitais públicos, e que paga segurança privada, então a quem interessa diminuir a possibilidade do Estado de atender a grande maioria da população? Por que você defende diminuição de impostos que, ora você nem paga, ora nem sabe que paga? Acreditar que lutar para diminuir impostos beneficiaria uma maioria, é uma ideologia da minoria dominante, como são todas as ideologias.

             Prego aqui algo polêmico, a criação de novos impostos, semelhante a CPMF, que mexa no bolso de realmente quem tem grana, como por exemplo, um que recolha sobre grandes fortunas, como já acontece nos Estados Unidos, e outro sobre heranças, outro bom exemplo americano, dinheiro a serviço do bem público. Mas apenas mais impostos não basta...

             Ai que entra a verdadeira luta, existem instrumentos, e o Ministério Público é um deles, para que nós cumpramos nosso verdadeiro papel, cobrar a aplicação desses recursos, com menos burocracia e mais eficiência, com a participação popular, com resultado, isso sim é servir ao interesse público. 

Pael